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João Marques Ramalheira
In "Canção do Mar"
Falar de Ílhavo, é falar do mar - do seu sussurro, da sua canção cujo eco se repercute pelos séculos além. Ílhavo e o mar andam tão unidos como o perfume às rosas e a inquietação à alma humana!

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Os Jazzes em Ílhavo dos anos 20/(...)

Como nos roubaram a Lâmpada

Somos conhecidos e em especial, em Aveiro, como sendo da Terra da Lâmpada!

Na nossa Igreja Matriz havia uma valiosa lâmpada de prata que desapareceu nos princípios do séc. XIX, talvez levada pelo exército francês, que apenas deixou uma custódia de prata dourada, por estar devidamente resguardada.

Uma testemunha nunca identificada contou ou engendrou esta história, que ainda hoje faz pensar muita gente...

Em determinado domingo festivo com a Igreja repleta de povo e no meio da missa, entrou por uma porta lateral , um homem bem parecido, mas desconhecido na vila. Dirigiu-se para a capela do Santíssimo, onde se encontrava suspensa a famosa lâmpada de prata lavrada, ajoelhou-se, benzeu-se e ao levantar-se colocou num degrau um saco de linho que trazia. Olhou para a lâmpada e murmurou:

- Quem te há-de limpar por tão baixo preço!!! Que mau negócio que eu fui fazer!!!

Algumas pessoas presentes ouviram e segredaram entre si:

- É desta vez vez que vão limpar a lâmpada....

O homem, duma forma corajosa, disse:

- Pois se justei, está justo! Venha a lâmpada abaixo!

Retirou-a, vagarosamente, guardou-a no saco de linho que tivera trazido e...desapareceu!

Acabada a missa o povo debandou e o sacristão quis saber, pelo padre, qual o nome do artista que teria por missão limpar a famosa e valiosa lâmpada. Certo e sabido que o padre não se tinha apercebido desta tramóia, pelo que mandou tocar os sinos a rebate, na esperança de alguém ainda poder deter o esperto larápio, o que nunca chegou a acontecer. Chegou ainda uma notícia pela voz de uma peixeira que estivera na Bairrada, dizendo ter visto na Gândara de Salgueiro, um homem desconhecido a caminhar apressadamente, levando às costas um saco cujo conteúdo chocalhava e tenia!

Os sinos tocaram três dias seguidos em sinal de luto, mas a lâmpada perdera-se para sempre...

Recorte de José Venâncio

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